Conectividade

Presenciamos o cenário hostil de guerra que a Ucrânia enfrenta, decorrente dos ataques da Rússia - país vizinho, pertencente à União Europeia, que tem como uma de suas motivações impedir que a Ucrânia pertença à Otan, sob o discurso de não querer ver outro país europeu se aliando a uma aliança militar ocidental e se espalhando pela sua fronteira.

Pouco se ouvia sobre o assunto, até que a guerra entre esses países eclodisse, levando tanta comoção ao mundo.

No entanto, o que poucas pessoas sabem é que isso não surgiu em 2022 e sim desde, pelo menos, 2014.

A guerra digital entre as nações já vem acontecendo há anos. A Rússia empenhava-se a causar outros tipos de danos, como na propagação da desinformação, ataques às infraestruturas e operações envolvendo o roubo de dados e a busca por materiais sigilosos.

Assim, percebe-se que as ofensivas online estavam voltadas à desestabilização do governo ucraniano e de suas organizações públicas e privadas.

Pouco antes da escalada dos conflitos, a Ucrânia já havia denunciado o que chamou de “guerra híbrida”, com robôs agindo nas redes sociais, falsas denúncias de bombardeio em locais de grande circulação e golpes diretos contra serviços digitais.

A desinformação também estava voltada ao próprio povo russo com o fim de gerar comoção, fazendo com que o apoio ao conflito aumentasse.

Narrativas falsas foram difundidas como a de que a Ucrânia buscava reunificação com a Rússia e que a invasão, agora real, era de cunho pacífico e libertário. 

A pergunta que fica é: como essa guerra digital impacta na guerra bélica já em andamento?

É aí que entram detalhes em que o meio cibernético pode se tornar decisivo neste conflito.

A guerra digital

Desestruturar a cúpula, prejudicar a infraestrutura estatal, serviços essenciais para a população como sistemas de atendimento hospitalar, redes de energia, internet e o setor bancário, são formas de tornar ainda mais poderoso um conflito bélico.

Ataques cibernéticos bem direcionados podem causar mais danos do que se imagina.

Em meio ao mundo tecnológico em que vivemos, interromper a comunicação, por exemplo, via internet, garante uma vantagem enorme sob o oponente, considerando que as tropas estarão distantes umas das outras e a comunicação via internet é de suma importância para o alinhamento entre elas.

Após ataques russos, a Ucrânia teve suas comunicações via internet danificada, causando oscilações e até interrupções dos serviços.

Algumas personalidades se mobilizaram sob o ocorrido, como o empresário Elon Musk, CEO de empresas como Tesla, SpaceX e Neuralink, que autorizou a ativação de internet via satélite para garantir que a Ucrânia tivesse uma internet mais estável.

Este feito permitiu que o país conseguisse manter o funcionamento de vários serviços essenciais para a população, como o simples acesso às suas contas bancárias, até restabelecer a comunicação entre os militares ucranianos.

Outro exemplo é o malware WhisperGate, que desde meados de janeiro está sendo utilizado, possuindo similaridade com outro malware, o NotPetya, o qual, até hoje, permanece como uma das campanhas maliciosas mais perigosas e abrangentes de todos os tempos.

NotPetya já é fruto dessa guerra digital entre a Rússia e Ucrânia, desde 2017, e causou prejuízos de mais de US$10 bilhões para empresas e órgãos públicos em escala global.

O WhisperGate age como um ransomware, mas é voltado à destruição de arquivos e sistemas, não como outros ransomwares que são voltados ao sequestro de dados/plataformas para possibilitar uma troca por resgate.

O foco deste Ransomware é minar estruturas e derrubar plataformas conectadas, que podem estar relacionadas à cadeia de suprimentos, tanto com fornecedores de tecnologia, quanto de insumos e até de alimentos.

O impacto no Brasil

Até agora, você deve pensar que o Brasil está livre dessas ameaças, devido à enorme distância entre o país e o atual conflito. Contudo, por se tratar de uma (também) guerra digital, qualquer local com acesso à internet está suscetível a um ciberataque. 

O alerta é de que, como aconteceu com o NotPetya, todas as grandes empresas de fornecimento, principalmente, de tecnologias, tomem medidas de defesa contra esses tipos de golpes para que não ocorram mais nem na Ucrânia, nem em nenhum outro país.

O mais esperado é que o Brasil sofra impactos econômicos, haja vista que não possui envolvimento direto que venha a trazer um risco iminente de sofrermos esses tipos de ataques de ransomware, por exemplo.

Contudo, considerando que o aumento do preço do barril de petróleo já é uma realidade para nós, um ataque às distribuidoras, ainda que não direcionados ao Brasil, pode impactar  ainda mais na inflação em nosso país, nos afetando economicamente.

Queda na bolsa, aumento do dólar e subida na inflação também podem nos levar aos altos juros, como consequência.

O uso das tecnologias em guerras futuras

De acordo com especialistas brasileiros, como o Coordenador do Centro de Tecnologia da Sociedade da FGV, Luca Belli, o que se vê como invasão cibernética nesta guerra entre a Rússia e Ucrânia é o que será visto nos próximos conflitos que surgirem entre as nações.

“A guerra que estamos presenciando acontece de forma híbrida. Junto com a invasão militar mais clássica, com tanques, temos agora uma invasão cibernética. Além da inutilização de sites, estamos vendo sistemas de energia, telecomunicações e redes de internet severamente manipulados na Ucrânia para criar caos durante a invasão”, afirmou Luca, em matéria para a CNN Brasil.

“A população sem eletricidade, acesso à televisão e à internet, não consegue se organizar. E isso facilita muito a invasão russa. Os russos dispõem de tecnologia de ponta e vão utilizar tudo o que for possível para vencer a guerra. Os profissionais desse setor tecnológico são fundamentais nessa invasão”, completou.

E a visão do mundo não difere, pois, vários países já se preparam para uma guerra digital, considerando que isso pode acabar batendo às suas portas.

“Sem sombra de dúvida esse movimento de ataques cibernéticos da Rússia não surpreende. É uma nova dimensão das guerras, uma nova interface que vai muito além dos tanques, aviões e navios. Atualmente é possível paralisar até mesmo uma nação, se você conseguir tirar do ar, sistemas que são importantes”, disse o especialista em Tecnologia e Segurança Digital, Arthur Igreja.

Como evitar um ataque cibernético

O impacto do ocorrido ainda poderá ser visto de várias formas, até mesmo com o surgimento de empresas voltadas exclusivamente para a cibersegurança.

Mesmo não tendo participação direta em conflitos, várias outras empresas (dos mais variados segmentos) podem ser atingidas por ataques difundidos por todo o globo, e todos deverão começar a se preocupar com a segurança de seus dados, muito mais do que já esteja acontecendo.

No Brasil, uma das vagas de emprego mais ofertadas de 2021 para 2022 foi a de Cyber Security (ou Cibersegurança), e por causa da guerra, poderá ser a mais ofertada nos próximos anos.

Outra tecnologia que está sendo bastante utilizada na guerra é a de reconhecimento facial, considerada uma aliada no combate à desinformação sobre a guerra, pois identifica agentes russos, civis e soldados mortos em batalha.

A tecnologia também está sendo utilizada para reunir refugiados que se separaram de suas famílias, é o que confirma o consultor da startup Clearview AI e ex-diplomata dos EUA, Lee Wolosky.

Este mercado poderá se tornar promissor para oferta e procura, já que é um ponto-chave na segurança cibernética, seja em casos pequenos e simples como o desbloqueio de um smartphone, seja em uma guerra digital.

Reconhecimento facial da Vsoft

Hoje, a Vsoft trabalha com a identificação facial através da tecnologia de captura de biometria facial de reconhecimento internacional. 

Abaixo seguem alguns de nossos produtos que já dispõem dessa tecnologia, como:

SuperAula - Plataforma de aulas virtuais em que os candidatos à CNH assistem às aulas em tempo real, ministradas por instrutores devidamente credenciados nos DETRANs de cada estado;

Certfy - Plataforma de Identidade Digital completa, que utiliza Biometria e IA na nuvem, e conta com aplicações como Onboarding Digital, Onboarding Presencial, Onboarding Legado, Emissão de Identidade, Certificação Criminal e muito mais;

BioPass ID - Plataforma moderna de Biometria e IA baseada em nuvem, que traz a inovação da segurança com qualificação biométrica, aplicadas em diversas áreas, as quais são:

  • Educação: com autenticação de estudantes em E-learning e Exames Online, detecção e contagem de alunos em sala e reconhecimento facial dos alunos.
  • Serviços financeiros: na verificação de duplicatas e autenticação de usuários em Mobile Banking.
  • Saúde: autenticação de usuários de seguros de saúde e identificação de pacientes em unidades de saúde, entre outros.

Quer conhecer mais de perto a nossa tecnologia? Não deixe de contatar-nos.

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